Para aproveitar o dia de férias suplementar que me faltava gozar, o fim-de-semana foi prolongado e o destino foi a cidade de Florença.

A escolha do destino foi mais do acaso, uma vez que resultou de buscas de última hora de fins-de-semana prolongados com preços atractivos. A ideia de base era visitar os mercados de Natal, na Alemanha ou na Áustria, em harmonia com a quadra que se aproxima e porque tenho saudades da neve. Mas quis o destino que os lugares estivessem todos ocupados e como tal a opção que se seguia era Florença.
Antes de partir, fiz um estudo da cidade como é hábito e também dos sítios que queria visitar, uma vez que o tempo ia ser muito limitado.
Com o roteiro definido e os bilhetes (para as visitas aos museus) pré-reservados, parti na sexta-feira de manhã para a cidade toscana.
A altura do ano acabou por ser uma excelente escolha. O tempo esteve excelente, sol e temperaturas razoáveis (16/17ºC), e poucos turistas, comparativamente com a “época alta”.
A cidade, património da Unesco, é considerada o berço da Renascença (do movimento cultural e não da rádio…) e uma das cidades mais belas do mundo, e não decepciona aos mais exigentes. O enquadramento toscano, entre montes e oliveiras, valoriza ainda mais uma cidade já de si bela.
Florença foi a cidade natal de ícones da Renascença como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Giotto, Botticelli, Raphael, Donatello e Dante Alighieri, e é por tanto rica em património cultural.
Uma visita à Galleria Uffizi impunha-se. O “museu” é de tirar fôlego e ver de perto “A Primavera” ou “O Nascimento de Vénus” de Boticelli ou “A Anunciação” de Leonardo Da Vinci é indescritível.
A Academia é também digna de visita, por aí se encontrar o símbolo da renanscença, a estátua de David. A obra-prima de Michaelangelo é verdadeiramente impressionante, ainda mais sabendo que tal perfeição foi conseguida apenas com um martelo e sizel, trabalhando livremente a mármore, sem ter um único desenho de orientação.
Para além de todos os tesouros disponíveis nos museus, a própria cidade é digna de nota. Da impressionante catedral Santa Maria del Fiore (símbolo da cidade com a sua enorme cúpula e das suas mármores verde, rosa e branca), da Ponte Vecchio (única no mundo e certamente pela mesma razão a única poupada pelos nazis em tempo de retirada), do Palazzo Vecchio e o Palácio Pitti.



O fim-de-semana foi essencialmente cultural, mergulhada num período da história que sempre apreciei e a cidade fica, sem sombra de dúvida, na lista das minhas cidades preferidas.